Não antecipar 2014

, , No Comments
*Por Gilvan Manoel

Logo após o Pré-Caju, o prefeito Edvaldo Nogueira pretende marcar encontros individuais com os presidentes de todos os partidos do bloco aliado ao governador Marcelo Déda para tentar unificar o discurso em todo da disputa pela Prefeitura de Aracaju. Edvaldo admite que nestas eleições não há nenhum “candidato natural” dentro do grupo para ser candidato à PMA, o que dificulta a busca do candidato único.


“Quando não há um nome que se destaque no início do processo pré-eleitoral fica difícil alcançar o consenso, porque todos os partidos envolvidos querem ampliar seus espaços, o que é natural na política”, destaca Edvaldo, que teve uma demorada conversa na última quarta-feira com o governador em exercício Jackson Barreto, que também é presidente do diretório estadual do PMDB. Ele considera legítimo que os partidos apresentem nomes de pré-candidatos, mas recomenda o bom senso antes de partir para o desmantelamento do bloco que na, sua opinião, vem dando certo e transformando a política sergipana.

Para o prefeito de Aracaju, o candidato único potencializaria a candidatura e evitaria a antecipação do debate sobre a sucessão de Déda em 2014. “Com o candidato único todos estariam no mesmo palanque e não haveria fissuras antecipadas. No caso da apresentação de mais de um candidato, principalmente se os dois mais citados como prováveis candidatos em 2014 ? Jackson e o senador Eduardo Amorim (PSC) - estiverem em palanques diferentes, fatalmente a eleição estadual estará em debate, que não é bom para ninguém, principalmente para a governabilidade”, entende Nogueira.

O prefeito defende que até maio, os partidos que neste momento possuem mais de um nome disputando a indicação, casos do PT, PSB, PCdoB e o conglomerado dos 11 partidos dos irmãos Amorim que agora lançaram como pré-candidatos o deputado federal Laércio Oliveira (PR) e o deputado estadual Zeca da Silva (PSC), resolvam suas pendências internas para só depois discutir a estratégia que garanta a unidade do grupo.

Como exemplo, ele cita o seu próprio partido, o PCdoB, que tem como pré-candidatos a prefeito os secretários Jeferson Passos e Tânia Soares. Ainda este mês o partido realizará uma reunião ampliada para escolher quem vai representar o partido para colocar à disposição dos partidos aliados.

Ele defende que o nome seja do consenso das forças e que a escolha se dê através de três critérios. “O primeiro é de compromisso com o projeto da ética, da democracia e da continuidade do projeto de forma melhorada; o segundo é de compromisso com os valores da coligação de distribuição de renda e preservação da cidade; por último, é preciso ter viabilidade eleitoral. Não podemos inventar nomes”, defende.

Mas se não sair o nome de consenso, ele disse que vai escolher um candidato entre os partidos que integram a base de apoio ao governo e diz que pode ser até mesmo o representante do PCdoB. “Se as lideranças dos partidos chegarem a conclusão de que a melhor estratégia é apresentar vários nomes, o nosso partido poderá ter mesmo candidato. E eu vou me sentir à vontade para apoiar o nome que achar mais conveniente”, ressalta.

Apesar dessa posição, ele se diz um otimista e tem esperança de que até as convenções partidárias, entre junho e julho, o governador Marcelo Déda e as lideranças dos partidos consigam chegar ao nome ideal. “Para vencer a eleição e evitar a antecipação do debate sobre 2014”.

*Editor e articulista do Jornal do Dia

Publicado originalmente no Jornal do Dia em 13.01.2012

0 comentários:

Postar um comentário